segunda-feira, 11 de junho de 2018

Grande encontro


Trump e Kim Jong-un começarão encontro histórico a sós

Publicado em 11/06/2018 - 19:47

Por Gislene Nogueira – Repórter da Agência Brasil Denver

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un fazem uma reunião histórica em Cingapura nesta segunda-feira às 22h (9h de terça-feira, no horário local). Um oficial da Casa Branca confirmou à imprensa norte-americana que Trump e Kim iniciarão o encontro frente a frente sozinhos, com apenas tradutores presentes. Em seguida, os principais assessores farão a reunião bilateral ampliada.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un no Marina Bay Sands Hotel, em Cingapura, onde se encontrará com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Mast Irham/EFE/direitos reservados

Comitivas dos dois países fizeram hoje um encontro prévio em um hotel. O secretário de estado Mike Pompeo acompanha o presidente norte-americano em Cingapura e adiantou que os Estados Unidos só aceitarão a “completa, verificável e irreversível” desnuclearização da Coreia do Norte.

Em outras ocasiões, Kim afirmou estar disposto a se comprometer com o desarmamento nuclear, mas ainda há analistas céticos sobre a postura do líder. O encontro de Trump e Kim será o primeiro entre os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte, inimigos desde a Guerra da Coreia (1950-1953).

Na véspera da reunião histórica, Kim Jong-un fez um passeio para conhecer pontos turísticos de Cingapura. Ele surpreendeu os hóspedes do hotel onde está hospedado ao dar uma caminhada pelas áreas comuns. No domingo, o líder norte-coreano foi recebido pelo primeiro-ministro do país que sedia o encontro histórico, Lee Hsien Loong.
O presidente norte-americano está em Cingapura para um encontro com o líder norte-coreano Kim Jong-un. Ele faz aniversário na quarta-feira e ganhou um bolo - MCI Cingapura/EFE/direitos reservados

Donald Trump também se encontrou com o líder cingapurense. O norte-americano, que completa 72 anos na quinta-feira (14), ganhou um bolo de aniversário adiantado. Sobre o encontro, disse acreditar que a reunião “vai funcionar muito bem”.

O anúncio do encontro de Kim e Trump marcou uma reviravolta em um discurso, até então, agressivo entre os dois países. Ano passado, Trump ameaçou destruir totalmente a Coreia do Norte e chamou o norte-coreano de “homemzinho do foguete”. Em resposta, Kim xingou o presidente de “ignorante mentalmente perturbado”.

O encontro que ocorre daqui a pouco despertou interessa da imprensa internacional. Mais de 2,5 mil jornalistas estão em Cingapura para acompanhar a reunião.

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Edição: Denise Griesinger


quarta-feira, 30 de maio de 2018

Petrobras e eus preços


Senadores pedem CPI para investigar política de preços da Petrobras


Publicado em 30/05/2018 - 13:22
Por Karine Melo – Repórter Agência Brasil Brasília





 A oposição protocolou no Senado, com 29 assinaturas, duas a mais que o mínimo necessário, o pedido de instalação de comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a política de formação de preços da Petrobras. O anúncio foi feito pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Segundo a senadora, seria “uma CPI diferente”. Enquanto as CPIs na Casa, duram , em média, 180 dias, a da Petrobras teria funcionamento restrito, com vigência de 30 dias e nada de audiências públicas, como é de praxe. O objetivo seria estudar a política de preços dos combustíveis e do gás de cozinha, além de analisar a política de desinvestimento da estatal. Para Vanessa, o governo não está resolvendo o problema do preço da gasolina nem do gás de cozinha, que continuam subindo “vertiginosamente”.
“A única forma de acessarmos as reais informações, os dados verdadeiros e detalhados sobre a Petrobras é com o trabalho de uma comissão parlamentar de inquérito”, defendeu Vanessa.

Segundo a senadora, a medida foi motivada pelas sucessivas negativas da estatal a requerimentos de informações solicitadas por senadores. Atualmente, o valor do diesel, do gás e da gasolina consideram a flutuação do valor do barril de petróleo no mercado internacional. O argumento da Petrobras é que informações detalhadas sobre a política de preço da empresa são sigilosas, de acordo com Vanessa Grazziotin.

O pedido conta com o apoio de senadores da base do governo como Marta Suplicy (MDB-SP) e Eduardo Braga (MDB-AM). 

Resistência
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), sinalizou que não vai se empenhar na criação dessa CPI. Segundo ele, o melhor caminho é abrir a planilha da Petrobras, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “A CPI é um instrumento do Congresso para abrir dados, mas é um instrumento lento, demorado. Nós sabatinamos pessoas para as agências que controlam preços. Essas agências têm que ter uma participação efetiva”, disse.

Segundo ele, é preciso saber, por exemplo, se a planilha é justa, se não há excessos, se os acionistas da Petrobras estão ganhando demais. “Tudo isso não é o Congresso que tem fazer. O Congresso é um órgão fiscalizador que faz e muda leis. Nossa parte fizemos. Tudo aquilo com que nos comprometemos para alcamar o movimentos das ruas do ponto de vista das reivindicações, nós fizemos”, afirmou.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), também considera a CPI desnecessária. Segundo ele, essa discussão poderia resolvida por meio de audiência pública.

Tramitação
Para a comissão ser instalada, o pedido de criação precisa primeiro ser lido no plenário da Casa. Depois, os parlamentares ainda podem, até a meia-noite do dia da leitura, retirar assinaturas de apoio. Caso essas etapas sejam cumpridas e o mínimo de assinaturas, mantido, Eunício concederá prazo de cinco dias para que os líderes partidários indiquem nomes para compor a comissão.

 
Edição: Maria Claudia

domingo, 13 de maio de 2018

Integração


Rodrigo Maia quer ZFM integrada ao resto do país
Na ocasião, Maia defendeu o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) e sua integração com outros modelos econômicos do país
Antonio Parente
Atualizado em 12.05.2018 12:16

     

Em visita a Manaus na sexta-feira (11), o pré-candidato à Presidência da República, Rodrigo Maia (MDB), reuniu-se com empresários do PIM (Polo Industrial de Manaus), no auditório da  Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), onde recebeu das mãos dos representantes da indústria amazonense a Agenda Legislativa da Indústria do Estado do Amazonas 2018, elaborada pelas entidades de classe. 
Na ocasião, Maia defendeu o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) e sua integração com outros modelos econômicos do país, ampliando e modernizando a forma de atuar para gerar mais empregos para região. Lembrando os entraves e dificuldades logísticos enfrentados pelas empresa do PIM para escoação do seus produtos, o pré-candidato confirmou apoio a revitalização da BR-319 para ajudar a fortalecer o modelo econômico do Estado. 

    Foto: Divulgação  

"O Governo dá o incentivo e o modelo Zona Franca preserva o ambiente e gera emprego, devemos ampliar e modernizar o modelo. É importante que a gente organize também a BR-319, para que haja integração com o resto país e a logística da produção seja mais rápida e mais barata", disse.
Após a reunião, o candidato cumpriu visitas agendadas a fábricas do Distrito Industrial de Manaus, e esteve presente nas empresas Samsung e Moto Honda da Amazônia.
Agenda da Indústria
A Agenda consiste numa coletânea de PLs (projetos de leis), PECs (projetos de emenda constitucional) e MPs (medidas provisórias) que tramitam nas duas casas legislativas federais (Câmara dos Deputados e Senado Federal). Segundo o representante da Fieam/Cieam em Brasília, Saleh Hamdeh, nesta primeira edição a pauta não irá abordar matérias do legislativo estadual.
"Um dos principais pontos que serão abordados na Agenda são os PLs que prorrogam os incentivos da Sudam, propostas de emendas constitucionais que criam novas Zonas Francas pelo país e alguns PLs que desoneram produtos de segmentos já consolidados na Zona Franca como bicicletas, equipamentos de ginásticas e outros", ressaltou.
De acordo com o consultor do Cieam, Alfredo Lopes, a Agenda tem o propósito também de reaproximar a interlocução com os parlamentares, que por conta da crise política e da própria agenda de muito deles, tem ficado um pouco distante. Lopes destacou "a prioridade é construir com as sugestões das empresas e com as sociedade uma ferramenta que solidifique o modelo na região".